Paralisação dos caminhoneiros abala o Brasil

Paralisação dos caminhoneiros abala o Brasil

Foto: João Carlos Frigério/ Plantão 190

Passar semanas ou até meses nas estradas, cruzar estados de ponta a ponta, carregar todo tipo de carga em viagens que muitas vezes se estendem noite adentro: essa é a vida dos caminhoneiros, uma das profissões mais importantes do país.

Responsáveis por transportar bens de consumo e mantimentos, os caminhoneiros nos mostram a real importância do ofício para um país de dimensões gigantescas como o Brasil.

Enfrentar a saudade da família, estradas em péssimo estado de conservação, pedágios exorbitantes e a constante pressão dos clientes para realizar a entrega dentro do prazo, faz do dia a dia desses motoristas uma rotina de duras batalhas.

Por isso, após sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, a mais recente medida do governo, de aumentar o preço do diesel, foi o estopim para o início da greve dos caminhoneiros, que já se estende por cinco dias. A paralisação em nível federal visa a redução da rigorosa carga tributária incidente sobre operações com óleo diesel.

E, apesar da greve já refletir na economia do país, causando, por exemplo, a falta de alguns alimentos nos supermercados, a interrupção dos serviços de forma pacífica foi a maneira que os caminhoneiros encontraram de demonstrar sua a insatisfação com o grande descaso do governo perante a sociedade e o transporte brasileiro.

Em nota oficial, a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) informou que o retorno às atividades só ocorrerá quando a redução de impostos sobre os combustíveis for publicada no Diário Oficial da União.

Portanto, enquanto o governo segue apenas nas promessas, essa classe trabalhadora, tão decisiva para a economia do país, continua na luta pelos seus direitos. Pois, se os preços continuarem a subir e se os impostos se mantiverem, a situação dos caminhoneiros autônomos será cada vez mais insustentável.

Foto: João Carlos Frigério/ Plantão 190.

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